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Ecuador Jazz 2017 mostra a importância de intercâmbios entre latino-americanos

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O ano de 2017 já começou com discussões importantes na área da gestão cultural.

Em fevereiro Dani Ribas foi convidada através da SIM São Paulo a participar como palestrante do III Encuentro de Gestión Cultural y Periodismo Musical do Ecuador Jazz 2017, festival realizado há 13 anos na cidade de Quito (Equador) promovido pela Fundación Teatro Nacional Sucre.

 

 

(Vídeo anunciando os debates do Festival Ecuador Jazz 2017)

 

O tema da mesa foi “Viver da gestão cultural: formas de financiamento e circulação nos setores público e privado”.

 

Imagem palestra

 

Além de Dani Ribas, participaram também Paula Rivera (da Subsecretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura da Argentina) e Philippe Siegenthaler (responsável pelo Sonar Colômbia e pelas turnês colombianas de Franz Ferdinand e LCD Soundsystem).

Dani destacou como o financiamento público e o privado se articulam na cena brasileira, mostrando dados do financiamento à música através da Lei Rouanet e de Conventions como a SIM São Paulo. Também foram apresentados alguns pontos do Plano da Economia da Música, que aguarda regulamentação.

 

Para Dani, “a ausência de políticas de Estado, sistêmicas e identificando gargalos na cadeia produtiva da música, faz com que o principal instrumento de fomento à linguagem seja a Lei Rouanet. Ela ganha importância pela ausência de uma política de financiamento específica à música. Não há, por exemplo, um fundo setorial próprio para a música, como acontece no caso do audiovisual (que conta com agência reguladora – a ANCINE – e um fundo setorial mantido pelos impostos recolhidos das teles). E aí o mercado decide aquilo que o Estado vai financiar através da renúncia fiscal. Esta é a principal articulação entre os setores público e privado no Brasil, cujos efeitos recaem principalmente na circulação musical – já que os shows dão muita visibilidade e retorno de marketing às empresas”.

 

 

Cópia de DANI RIBAS 2

(Foto: Daniel Vallejo)

 

Além dos debates, a programação do Festival incluiu shows com nomes importantes do jazz mundial, como Tonny Allen (que foi baterista do nigeriano Fela Kuti), Bill Frisell e Ángel Parra. A programação também incluiu os brasileiros Guinga e Monica Salmaso, que fizeram show memorável no Teatro Nacional Sucre.

 

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O Brasil sempre é alvo de interesse dos latino-americanos, que veem nossa cena musical como rica e pujante. Causam interesse ainda elementos da política cultural (como os Pontos de Cultura e o Plano Nacional de Cultura), e também festivais como a SIM São Paulo, que tem se destacado como importante fórum latino-americano de troca de experiências.

Intercâmbios como este, focado questões de gestão cultural, são cada vez mais necessários para a troca de experiências entre players e para a consolidação de uma cena latino-americana forte e conectada com as demandas do mercado global.

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