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4a Oficina do GT Glossário da Cultura começa a definir os relacionamentos entre classes e subclasses da Ontologia

Em post anterior a Sonar Cultural explicou como o trabalho do GT Glossário da Cultura vai criar uma Ontologia da Gestão Cultural e como ela vai otimizar a produção de dados e indicadores no âmbito do SNIIC – Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais.

1a Oficina do GT Glossário da Cultura aconteceu em 25 e 26/02/2016. Confira os destaques aqui.

2a Oficina aconteceu em 12 e 13/04/2016. Confira os destaques aqui.

3a Oficina aconteceu em 05 e 06/07/2016. Confira os destaques aqui.

A 4a Oficina aconteceu em 27 e 28/07/2016, e os destaques estão abaixo:

 

Objetivos

Tendo em vista as etapas já concluídas, o objetivo da 4a Oficina é o de definir quais são as classes, as subclasses e a forma como elas devem se relacionar entre si.

Esse trabalho visa ampliar a estrutura de organização da informação da Ontologia, procurando organizar os termos em redes que definam a visão de relacionamento entre eles que o grupo de pessoas que desenvolve a ontologia possui.

Aqui definimos que tipo de relacionamentos a ontologia deve atender, como eles devem ser expressos e quais relacionamentos que conectam determinadas classes por todo o espaço informacional da Ontologia.

 

Resultados

Tendo em vista os últimos acontecimentos da política nacional, especialmente o impeachment da presidente Dilma Roussef, foi necessário pactuar os próximos passos do GT, tendo em vista que sua continuidade não está assegurada nesse novo contexto político.

O Coordenador Geral de Monitoramento e Avaliação da Informação, Leonardo Germani, até então a pessoa responsável pela coordenação do trabalho desse GT pelo MinC, foi exonerado na véspera do encontro, o que produziu bastante dificuldade de se entender como se dará a interlocução com o MinC a partir de agora.

O grupo discutiu a importância do trabalho estruturante da área cultural que vem sendo realizado pelo GT, especialmente nesse momento conturbado. Compreendeu-se que as exonerações terão impacto nessa construção, e agora o grupo tem a responsabilidade ainda maior de apresentar de maneira indiscutível o grau de importância desse projeto para a gestão cultural de forma apartidária. O grupo considerou que deve ser feita uma apresentação ao novo secretário sobre os impactos que o projeto sofrerá com o corte de funcionários que estavam diretamente ligados ao desenvolvimento da Ontologia. Além disso, se fez necessário ao longo do encontro recompor uma relação de trabalho com a equipe do MinC que seguiu na coordenação das atividades, para que seja entendido como esse diálogo se dará partir de então.

O grupo considerou ainda que o trabalho que vem sendo realizado têm relevância não apenas na área das políticas culturais e da inovação em participação social (pois é a única ontologia colaborativa do mundo até o momento), mas também na área científica, visto que a metodologia utilizada neste GT contribui para o avanço do arcabouço teórico na área específica.

Há ainda outras dimensões de extrema relevância implicadas na Ontologia que vem sendo construída: economia da cultura, internacionalização da cultura, investimentos estrangeiros, indicadores culturais, desenvolvimento do SNIIC integrado a áreas tradicionais do MinC (como IBRAM e bibliotecas), e interoperabilidade de sistemas de informação. Ressaltou-se na 4a Oficina que o projeto está se propagando pelo MERCOSUL, visto que o Uruguai já está usando os Mapas Culturais.

Após tais importantes considerações de ordem político-institucional, o grupo pôde avançar para o trabalho técnico, mesmo que impactado pelas questões políticas apontadas acima.

Finalmente foi concluída a etapa de identificação das Classes Principais e suas definições: Ação, Agente, Espaço, Instrumento, e Público. O grupo foi dividido em 4 subgrupos para detalhar quais seriam as subclasses, para em seguida dar início à etapa de criação de relações entre elas. As relações já começaram a ser esboçadas nesta 4a Oficina, mas serão melhor desenhadas nos próximos encontros e em trabalho virtual.

 

Próximos passos

A importância da Sociedade Civil Organizada para a continuidade da iniciativa

Como metodologia para os próximos passos, e diante da incerteza quanto à realização das próximas Oficinas presenciais, pactuou-se que parte do trabalho será realizado on-line por Hangouts com o auxílio e condução da equipe da UFG. Espera-se assim que o trabalho realizado até o momento tenha continuidade mesmo que as Oficinas presenciais não aconteçam ou que o Convênio MinC/UFG seja descontinuado.

Nesse sentido, cabe ressaltar que a sociedade civil organizada terá papel primordial na continuidade dos trabalhos, seja participando ativamente do GT, seja colaborando através de redes de apoio independentemente da continuidade do convênio e do GT.

Esta tendência de maior responsabilização da sociedade civil em causas estruturantes que extrapolam projetos políticos já foi notada por diversos pensadores contemporâneos, como apontam alguns textos de Ronaldo Lemos (do Instituto de Tecnologia e Sociedade). Neste momento do GT essa tendência se tornou não apenas visível como um desafio, já que o grupo deverá se articular para dar continuidade ao projeto independentemente de sua continuidade institucional no MinC.

 

Para ver as definições de cada uma das classes e suas subclasses, acesse o Relatório da 4a Oficina no site do SNIIC, que contém também tabelas e representações gráficas do trabalho realizado até o momento, e ainda as fotos do encontro.

Acesse também a Lista de Presença do encontro.

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