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Realizada em Brasília oficina para discutir futuro dos Mapas Culturais

Nos dias 26 e 27 de fevereiro de 2018 aconteceu, em Brasília no prédio do MinC, a Oficina de Gestores Mapas Culturais. O evento, que marca uma nova fase da política, teve como objetivo reunir subsídios para a elaboração do plano estratégico que vai orientar as ações relacionadas à plataforma até o fim de 2019. Dani Ribas, da Sonar Cultural, conduziu a oficina.

Entenda a nova fase da plataforma Mapas Culturais.

 

Histórico

No final de 2017 foi firmado um Termo de Execução Descentralizada (TED) entre o MinC e Universidade Federal de Goiás (UFG) para a continuidade e aprimoramento da plataforma Mapas Culturais, ligada ao Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC) desde 2015.

A plataforma é um software livre e foi adotada como política pelo MinC em 2015 com o apoio do Instituto TIM.

A Sonar acompanha o assunto, e você pode ler mais sobre o SNIIC clicando aqui e sobre a Rede de Gestores dos Mapas Culturais clicando aqui.

 

Nova fase

Aprimoramento tecnológico, modelo de governança, expansão e apoio à rede de gestores

Segundo o coordenador-geral de Tecnologia da Informação do MinC, Nitai Silva, “A ideia é ter capacidade de dar mais alguns passos na plataforma, sempre enxergando duas dimensões: setorial e visão regional”.

Para o responsável pelo projeto na UFG, Prof. Dalton Martins (coordenador do Laboratório de Políticas Públicas Participativas da UFG),

“a parceria com o MinC tem 4 metas: disponibilizar versões estáveis do software Mapas Culturais; disponibilizar materiais de formação e apoio; formalizar o modelo de governança e ativar a comunidade de desenvolvedores; e disponibilizar e implantar o software Mapas Culturais em, pelo menos, 30% das cidades brasileiras com mais de 500.000 habitantes”.

Fonte: Instituto TIM

 

Oficina com Gestores

Uma das primeiras atividades públicas dessa nova fase foi uma oficina com gestores das instalações de Mapas Culturais em Santo André-SP (CulturaAZ), nos estados de São Paulo (SP Estado da Cultura) e Ceará (Mapa Cultural do Ceará), no Distrito Federal (Mapa nas Nuvens) e no IBRAM (Museus BR) e na Rede Cultura Viva (Rede Cultura Viva). O evento também reuniu desenvolvedores do MinC e pesquisadores da UFG, além de gestores do Sistema Nacional de Cultura (SNC) e representantes do Instituto TIM.

O objetivo da Oficina foi o de reunir subsídios e relatos de experiências, desafios e aprendizados das instalações do software para discutir o escopo do projeto no próximo um ano e meio.

A Oficina foi promovida pelo MinC e pela UFG. Por meio de seu Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Mídias Interativas (Media Lab), a UFG será responsável por executar o plano de trabalho do projeto nos próximos 18 meses, em parceria com o MinC e secretarias vinculadas (Instituto Brasileiro de Museus-IBRAM, Cultura Viva, Sistema Nacional de Cultura e Bibliotecas).

“Esse encontro com gestores e com a equipe técnica tenta pensar sobre o que o Mapas pode alcançar em nível mais geral”, resume Leonardo Germani, do Media Lab.

 

Resultados

A Oficina, conduzida por Dani Ribas (que atua no projeto como pesquisadora associada ao Media Lab), utilizou o método Diagnóstico Rápido Participativo (DRP) para coletar e sistematizar as demandas e prioridades identificadas pelos gestores. O diagnóstico resultante será utilizado para construir de maneira colaborativa e compartilhada a visão estratégia de atuação do projeto para 2018.

 

“Entre as principais necessidades foram citadas a padronização de informações do público e de dados para Lei de Acesso à Informação; melhorias na visualização (Santo André); o desafio de se proteger com backups (Distrito Federal); e a geração de indicadores (Rede Cultura Viva). Outros relatos compartilhados foram de que, em São Paulo, a plataforma é utilizada como uma grande agenda cultural; que o IBRAM utiliza os dados da plataforma Museus BR como mala direta, criando uma relação de contato contínua com os museus cadastrados; e que, no Ceará, foi desenvolvido o aplicativo Agenda.CE, que puxa dados do Mapa Cultural do Ceará, e implementadas ferramentas para contato com os usuários”. 

Fonte: Instituto TIM

 

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