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Primeira pesquisa DATA SIM é apresentada durante SIM São Paulo 2018

 

O DATA SIM  é o núcleo de pesquisa da Semana Internacional de Música de São Paulo – SIM São Paulo.

Dani Ribas e Fabbie Batistela são as diretoras do DATA SIM.

A iniciativa foi anunciada durante a SIM 2017 e contou com o patrocínio da Natura Musical.

Em 2018 o núcleo foi estruturado e deu-se início à primeira pesquisa: “O Mercado da Música na Cidade de São Paulo – Parte 1 – Espaços de Música ao Vivo“. Os primeiros resultados foram apresentados já na SIM São Paulo 2018.

 

Dani Ribas (DATA SIM) e Carina Shimizu (JLeiva) apresentam pesquisa na SIM São Paulo 2018. Crédito: Victor Balde

 

A primeira pesquisa: Espaços de Música ao Vivo

A pesquisa foi realizada em parceria com a JLeiva Cultura & Esporte, e apoio da Sympla.

Sob inspiração das pesquisas Creative Footprint (Berlim) e Music Venues Trust (Londres), a pesquisa descreveu o perfil e demonstrou a importância econômica e cultural dos espaços dedicados à música ao vivo da cidade.

Foram enviados questionários on-line com 63 questões abertas e fechadas para cerca de 300 espaços mapeados previamente e espalhados pela cidade (casas de show, locais com espaço para show e centros culturais/ espaços culturais). Destes, 86 responderam à pesquisa.

A pesquisa explorou a programação musical desses espaços: número de shows e contratações artísticas por ano; gêneros mais programados; características identitárias; receptividade para propostas experimentais/inovadoras e de outros locais; fontes de informação utilizadas pelos curadores; formas de comunicação com o público.

Estas são informações organizadas para  que os empresários da noite tenham informações consistentes para pensar suas estratégias de 2019 e vislumbrar o setor como um todo, sendo este o primeiro passo para uma organização efetiva das demandas da área.

A partir destes dados, bookers, managers, produtores e outros profissionais também podem ter insights importantes para planejar seus projetos de circulação artística.

As informações também fornecem aos gestores públicos dados para o planejamento de ações estratégicas nas áreas de economia criativa, serviços, mobilidade urbana e turismo.

Veja aqui um resumo da apresentação.

Acesse a pesquisa completa no site do DATA SIMhttp://datasim.info/pesquisas/mercado-da-musica-da-cidade-de-sao-paulo-parte-1/

Em 2019 o DATA SIM vai realizar as outras partes que compõem a pesquisa sobre o Mercado da Música na Cidade de São Paulo: Espaços de Música ao Vivo (Parte 2), Mercado Fonográfico, Mercado de Instrumentos, e Setor Artístico.

Esta metodologia permite que o DATA SIM realize o mesmo levantamento para qualquer cidade do país.

 

 

Pesquisa de Impacto da SIM São Paulo

O DATA SIM também realiza pesquisa de impacto de festivais.

O impacto da própria SIM São Paulo foi apresentado em palestra durante a SIM 2018.

 

Da esquerda para direita: Dani Ribas (DATA SIM), Fabbie Batistela (SIM São Paulo), Luciano Balen (Festival Brasileiro de Música de Rua – Caxias do Sul, RS), no painel “Impacto sócio-econômico da SIM São Paulo e de festivais de música e economia criativa numa cidade”. Foto: José de Holanda

 

Segundo a pesquisa, 55% das pessoas que frequentam a SIM são de fora de São Paulo e costuma se hospedar na casa de amigos e parentes. A maioria, 33% dos respondentes, chegam a gastar até R$ 300,00 durante o evento.

Dos profissionais que frequentam a SIM, 30% são autônomos e 54% empreendedores. “Daqui dá pra gente entender que o mercado cultural tem um elevado número de empreendedores, isso para o que a gente chama de pesquisa de desenvolvimento e inovação. É super importante porque a economia criativa e do conhecimento, que é a fase atual do capitalismo que a gente vive, ela não se sustenta se não houver empreendedorismo e inovação, e área cultural tá cheia de empreendedores e inovação”, explicou Dani Ribas. “Era uma área que deveria estar na crista da onda. Temos que mostrar essa importância,  ela é a mais importante de todas, mas se a gente não consegue convencer as pessoas por esse lado [da cultura, modificação social], vamos mostrar pelo lado econômico.”

O alcance geográfico dos profissionais também foi analisado, mostrando que 44% das empresas têm alcance nacional e 29% alcance mundial. A maioria dessas pessoas (36%) fazem de 5 a 10 viagens por ano por causa do trabalho, sendo que 29% desses viajam pro exterior. “Festivais de música independente e pequenas casas de show são os locais onde mais se consome música ao vivo. O artista que quer ser visto precisa estar nesses lugares”, avisou Dani, citando a fala de Pena Schmidt. “Ano passado criou-se um grupo de festivais na SIM, porque a gente percebeu que tinha muitos festivais aqui, e criamos um grupo para se comunicar. Eram 60 festivais ano passado, aí esse grupo foi evoluindo e no Porto Musical ele se ampliou. Hoje já tem quase 200 festivais. Nem todos estão aqui, mas a maioria está, e quem não está na SIM está recebendo a informação de quem está. Então esse resultado amplia para além do evento”, completou Fabiana Batistela.

Veja aqui como foi.